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O impacto da Covid-19 no Líbano, Síria, Iêmen e Bangladesh

06/04/2021 Tempo de leitura: 4 minutos
 

Atualmente, 25,4 milhões de pessoas estão espalhadas pelo mundo na situação de refugiadas. O número cresceu 50% na última década e metade dessas pessoas têm menos de 18 anos. Diante da crise sanitária provocada pela pandemia de covid-19, como ficou a vida de quem foi obrigado a sair de seu país para conseguir sobreviver?

As condições de moradia de pessoas refugiadas muitas vezes são precárias. A falta de água limpa é uma constante e, consequentemente, manter hábitos de higiene não é uma tarefa simples. Se somarmos esse cenário à barreira do idioma, que dificulta a propagação de informações sobre o coronavírus, e ao fato de que o isolamento social não é algo praticável em campos de refugiados, o resultado se agrava ainda mais.

A Oxfam oferece ajuda humanitária em diversos países onde vivem pessoas refugiadas e nossa atuação foi adaptada de acordo com as necessidades geradas pela covid-19. Venha entender como isso está ajudando a milhões de pessoas refugiadas no Líbano, Síria, Iêmen e Bangladesh.

Quem são os refugiados?

É comum que existam dúvidas sobre as diferenças entre migrantes e refugiados. Por isso, antes de dar um panorama da situação dos países mencionados acima, é importante passarmos pelo significado do termo “refugiado”.

A Convenção de 1951, da Organização das Nações Unidas (ONU),  entende como refugiado qualquer pessoa que, temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país da sua nacionalidade. Ela não pode ou não quer valer-se da proteção deste país, carecendo de “proteção internacional”. Já migrantes são pessoas que saem de sua cidade de origem em busca de melhores condições econômicas, questões naturais ou reencontrar familiares, ou seja, são voluntários”

Líbano

A realidade da população libanesa, principalmente da parcela que vive na capital, Beirute, mudou drasticamente após a explosão no porto da cidade, ocorrida em agosto de 2020. Mais de 200 pessoas morreram, 300 mil pessoas tiveram suas casas destruídas e milhares de moradores da cidade ficaram feridos.

A explosão destruiu metade das empresas que estavam ao redor do porto, causando prejuízos de mais de US$ 1,5 bilhão e 70 mil postos de trabalho foram perdidos. Oito meses depois após a acidente, a situação da capital libanesa está caótica – além dos problemas causados pela explosão, a cidade está sendo fortemente impactada pela pandemia de coronavírus e pela crise econômica, que provocou desemprego em massa e empurrou milhares de pessoas para a pobreza.

É necessário pontuar que o país abriga milhares de refugiados, principalmente da Síria e Palestina. Estima-se que 25% da população do país seja composta por pessoas refugiadas.

Saiba mais sobre o trabalho da Oxfam no Líbano.

Síria

Após 10 anos de guerra civil e centenas de milhares de vidas perdidas, a Síria encontra-se em uma grave crise. Estima-se que 80% da sua população viva abaixo da linha da pobreza. A fome já é uma constante na vida da maior parte dos habitantes e 12 milhões de homens, mulheres e crianças não conseguem fazer 3 refeições diárias.

É na Síria que ocorre a maior crise de refugiados do planeta. Durante os anos de guerra civil, mais de 12 milhões de pessoas precisaram fugir de suas casas. Algumas delas, mais de uma vez. Atualmente, 6 milhões de pessoas estão no país, porém, sem um lugar adequado para viver e mais de 5 milhões são refugiados em países vizinhos, como Turquia, Líbano e Jordânia.

Diante de tantas pessoas sem um lugar seguro para viver e das dificuldades de cesso à alimentação e água limpa, a pandemia só fez agravar uma situação que há muito tempo é alarmante.

Saiba mais do trabalho da Oxfam na Síria.

Iêmen

A pandemia da covid-19, um surto de cólera e a devastação trazida por uma guerra civil que já dura 5 anos transformaram o Iêmen num país com uma das maiores crises humanitárias do planeta. O conflito entre o governo iemenita e os rebeldes houthis (conhecidos como Movimento Ansar-Allah), obrigou 4 milhões de pessoas a deixarem suas casas, além de ter matado e ferido milhares.

Dos 30 milhões de habitantes, mais de 22 milhões precisam de algum tipo de ajuda humanitária. Paralelo a isso, mais de 360 mil crianças com menos de 5 anos estão severamente desnutridas.

Toda a infraestrutura do país foi destruída pela guerra, o que deixou a população sem acesso à água e rede de coleta e tratamento de esgoto. O desemprego é alto e comprar comida tornou-se um luxo para muitos.

Entre janeiro e junho de 2020, mais de 150 mil casos de suspeita de cólera foram registrados. É provável que esses números sejam muito maiores, porém, por causa da pandemia, pessoas mantêm-se afastadas dos centros médicos, o que dificulta o monitoramento da doença.

Conheça mais do trabalho da Oxfam no Iêmen.

Bangladesh

Desde 2017, mais de 700 mil pessoas da etnia rohingya fugiram da violência em Mianmar e buscaram abrigo em Bangladesh, como refugiados. Essas pessoas juntaram-se às outras centenas de refugiados da mesma etnia que na viviam em campos de refugiados próximos às comunidades locais.

Essas pessoas vivem em espaços muito menores do que o que seria adequado. No maior campo da região, 600 mil pessoas vivem em precárias condições de higiene. A maior parte dessa população é composta por mulheres e meninas que vivem vulneráveis à violência, assédio e tráfico humano.

Além de viverem em acampamentos muito cheios, sem água limpa e alimentação adequada, essas pessoas também estão sujeitas a deslizamentos de terra e enchentes, o que faz da sua sobrevivência uma tarefa ainda mais árdua.

Conheça mais do trabalho da Oxfam junto à população Rohingya, em Bangladesh.

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Categoria:

Ajuda Humanitária

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