EMERGÊNCIA COVID-19: sua solidariedade protege famílias

O direito dos jovens à profissionalização, trabalho e renda

Em seu terceiro ano, o projeto Juventudes nas Cidades foca na inclusão econômica em tempos de pandemia.

26/06/2020 Tempo de leitura: 3 minutos
 

Como contribuir para o enfrentamento das desigualdades no espaço urbano? Como promover os direitos das juventudes e fortalecer a capacidade de jovens e coletivos de periferias e favelas de exercer seu direito à cidade e identificar alternativas de inclusão econômica. Essas e outras questões estão em nosso projeto Juventudes nas Cidades, que está entrando em seu terceiro ano.

Realizado pela Oxfam Brasil em parceria com a Ação Educativa, Criola, Fase, Ibase, Inesc e Instituto Pólis, o Juventudes nas Cidades é desenvolvido desde 2018 no Distrito Federal, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

O projeto já alcançou mais de 400 jovens e100 coletivos de periferias e favelas das quatro cidades, apostando na atuação conjunta com jovens, por reconhecer que às juventudes representam um importante segmento na luta contra a pobreza e a desigualdade urbana.

Juventudes nas Cidades Ano 3

Neste terceiro ano, o Juventudes nas Cidades tem como objetivo central contribuir para a inclusão econômica de jovens negros de periferias e favelas expandindo suas capacidades de inserção produtiva.

Com a pandemia de coronavírus, que reforçou as desigualdades no país, essas questões se tornaram ainda mais urgentes.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad), os jovens (de 18 a 24 anos) estão sendo os mais afetados pelos efeitos do coronavírus no mercado de trabalho. São 7,337 milhões de jovens brasileiros desempregados, o maior número já registrado pela pesquisa.

E quando falamos especificamente da juventude preta e periférica, foco do Juventudes nas Cidades, estamos falando de jovens que, em sua maioria, têm na informalidade suas fontes de renda e, dessa forma, foram diretamente afetados pela crise do coronavírus.

Neste terceiro ano o projeto irá promover ações que fortaleçam as capacidades desses jovens, ampliem seus repertórios e possibilitem intercâmbio de experiência entre eles. Além disso, irá oferecer capacitação para que eles possam se mobilizar para incidir politicamente  no processo eleitoral de 2020.

O direito dos jovens à profissionalização, trabalho e renda está inserido no Estatuto da Juventude e precisa ser priorizado no processo de formulação de políticas públicas voltadas para esse público.

Adaptações em tempos de pandemia

Com o isolamento social, necessário para conter a disseminação do coronavírus, o Juventudes nas Cidades teve que se adaptar. Assim, as atividades que eram presenciais, passaram para o formato online. Porém, de forma a não comprometer o conteúdo.

O projeto segue com as oficinas de formação, mentorias técnicas, diálogo com especialistas e com as atividades autogestionadas pelos jovens. Para isso, foram fornecidos chips de internet para que todos tivessem garantia de acesso.

Além disso, há o aspecto dos jovens que tiveram suas rendas e de suas famílias comprometidas com a crise. Por isso, eles estão inseridos na campanha de ajuda humanitária que a Oxfam Brasil lançou em maio. Todos estão recebendo cartões de alimentação por um período de 4 meses.

A cara do Juventudes nas Cidades

Esse ano, serão mais de 160 jovens envolvidos nas 4 cidades onde o projeto acontece. E suas experiências fazem parte do projeto.

A noção de experiência, bastante utilizada no campo da Educação Popularconsidera as experiências como processos sociais e históricos complexos vividos tanto no plano individual, quanto no coletivo.

Assim, queremos apresentar alguns dos jovens que fazem parte do Juventudes nas Cidades:

Yuri, 18 anos, Coletivo Dijô, Rio de Janeiro

“Infelizmente vivemos uma realidade de grande desemprego no Brasil e eu tenho essa ansiedade de saber se quando me formar eu irei conseguir emprego. Eu tenho medo, eu tenho medo!”

Juventudes nas Cidades

Jessica, 26 anos, Coletiva Periféricas, Recife

O fato de não ter um trabalho formal complica muito financeiramente e psicologicamente. Sonho em trabalhar de um jeito formal, que me garanta uma estabilidade.”

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