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Estadão: Para coalizão de organizações e ativistas, vacina contra covid-19 deve ser bem comum global

24/05/2021 Tempo de leitura: 2 minutos
 

Enquanto os países mais ricos conseguiram comprar mais de 50% das vacinas contra a covid-19 para imunizarem suas populações, os países mais pobres seguem no final da fila – a maioria deles ainda não conseguiu vacinar uma pessoa sequer! Para fazer chegar a vacina para todas e todos, em todos os lugares, Maitê Gauto, Gerente de Programas da Oxfam Brasil, afirma em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que é preciso tomar algumas medidas urgentes, como o licenciamento compulsório das patentes das vacinas e o apoio dos países mais ricos ao consórcio Covax, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que pretende reunir vacinas para distribuição pelos países mais pobres.

O mundo só estará seguro contra a covid-19 quando todos e todas estiverem vacinados. Só assim será possível ter uma retomada da economia em escala global.

Maitê Gauto, gerente de Programas da Oxfam Brasil

“Os países mais ricos, uma vez tendo suas populações vacinadas, podem até conseguir recuperar suas economias num primeiro momento, mas lá na frente enfrentarão problemas porque dezenas de outros países estarão com suas economias ainda abaladas pela pandemia”, afirma Maitê. “A capacidade do consórcio Covax é limitada também, diante das condições que temos estabelecidas hoje, o que apenas reforça a necessidade das licenças compulsórias em âmbito global.”

O cenário desolador que temos hoje é, segundo Maitê, o resultado de uma corrida muito desigual que começou em 2020 quando os países mais ricos reservaram e compraram mais da metade da produção das potenciais vacinas em desenvolvimento. Além disso, as grandes farmacêuticas não abrem mão de suas patentes e vão acumulando bilhões de dólares com a venda de sua produção – que, por sinal, contou com o investimento pesado de dinheiro público nos respectivos países dessas empresas.

“O poder dos países mais ricos para bloquear quaisquer iniciativas que permitam um aumento da produção das vacinas, como por exemplo a licença compulsória das patentes, também dificulta muito um acesso mais equitativo às vacinas”, diz Maitê.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

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