Mais Justiça, Menos Desigualdades

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A fome pelo mundo e suas principais causas

20/07/2021 Tempo de leitura: 3 minutos
 

Lançado no dia 9 de julho, o relatório O Vírus da Fome se Multiplica trouxe conclusões alarmantes sobre a epidemia de fome que se alastra pelo mundo. O material feito pela Oxfam mostrou que o número de pessoas vivendo em condições de fome estrutural aumentou cinco vezes desde o início da pandemia, chegando a mais de 520 mil.

A insegurança alimentar, um problema conhecido pelos brasileiros, também é frequente em diferentes partes do mundo.

O relatório revela que mais 20 milhões de pessoas foram empurradas em 2021 a níveis extremos de insegurança alimentar, atingindo um total de 155 milhões em 55 países.

Mais angustiante do que tomar conhecimento destes números é saber que, se nada for feito para enfrentar esse cenário, até 11 pessoas poderão morrer de fome e desnutrição por minuto até o fim de 2021 no mundo, número maior do que a atual taxa de mortalidade da covid-19, que é de 7 pessoas por minuto.

Qual é o papel da pandemia da Covid-19 neste cenário?

A pandemia da Covid_19, que tem no Brasil um dos seus maiores epicentros, é um dos principais motivadores, com certeza. A crise econômica que nasceu dela atingiu em cheio as pessoas que já se encontravam em situações de vulnerabilidade, além das que tinham fontes de renda informais.

No Brasil, como sabemos, quase 550 mil pessoas já perderam as suas vidas por causa da doença. Além disso, o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, elaborado com o apoio da Oxfam Brasil, avaliou os últimos 3 meses de 2020 e revelou que 116 milhões de pessoas viviam em insegurança alimentar no Brasil e 19,1 milhões de pessoas passavam fome. 

Entenda aqui a diferença entre fome e insegurança alimentar

Enquanto isso, dados das secretarias estaduais de Saúde mostram que apenas 16,22% da nossa população recebeu as duas doses da vacina. Se somarmos o ritmo lento da vacinação às novas cepas do vírus que não param de aparecer, o futuro do país segue incerto e o risco da fome crescer continua grande.

Conflitos armados e a sua relação com a fome

Os conflitos armados foram a maior causa da fome desde o início da pandemia e principal fator que levou quase 100 milhões de pessoas, em 23 países, a níveis de crise alimentar. Apesar de todos os problemas provocados pela crise sanitária da Covid_19, o gasto militar global aumentou em US$ 51 bilhões – o suficiente para cobrir em seis vezes e meia o apelo humanitário feito pela ONU para acabar com a fome no mundo. Enquanto isso, os conflitos armados e a violência provocaram o deslocamento recorde de pessoas globalmente, forçando 48 milhões de pessoas a fugirem de suas casas até o final de 2020.

A fome, apesar de muito triste, não é o único grave problema enfrentado pelas pessoas que são obrigadas a deixar suas casas para viverem como refugiados, dentro e fora de seus países. Falta de água potável, moradias seguras e itens de higiene são frequentes. Além disso, há a possibilidade constante de sofrerem novas violências e abusos, sobretudo mulheres e meninas.

Para Gabriela Bucher, diretora executiva da Oxfam, trabalhadores informais, mulheres, pessoas deslocadas e grupos marginalizados estão entre os mais atingidos pelos conflitos armados e fome.  

“Mulheres e meninas estão entre as mais afetadas, frequentemente comendo por último e comendo menos. Elas enfrentam escolhas impossíveis, como ter que escolher entre ir até o mercado e arriscar ser abusada física e sexualmente ou ver suas famílias ficarem com fome.”

Conheça o trabalho de ajuda humanitária da Oxfam

Crises climáticas e os sistemas de produção e distribuição de alimentos pelo mundo também entram na lista dos grandes motivadores do crescimento da fome no mundo, porém, com menos destaque do que os conflitos armados e a pandemia.

O que podemos fazer para enfrentar essa crise?

Quem acredita em um Brasil com mais justiça e menos desigualdades pode e deve fazer a sua parte para que consigamos enfrentar o alastramento da fome pelo mundo. Assinar a nossa petição #VacinasParaTodos nos ajudará a pressionar que tem poder para acelerar o ritmo na vacinação no Brasil.

Outro ato de generosidade que pode fazer a diferença na vida de quem tem fome é apoiar a campanha Tem Gente Com Fome, realizada pela Coalizão Negra Por Direitos e apoiada por diferentes organizações, entre elas a Oxfam Brasil.

A campanha que está em atividade há mais de 3 meses, tendo auxiliado mais de 60 mil famílias em todo o Brasil, e tem a missão de ajudar mais centenas de milhares de brasileiras e brasileiros espalhados pelo país.

Além disso, compartilhar este tipo de conteúdo nos ajuda a espalhar este conhecimento e conquistar mais aliados para a nossa causa!

Categoria:

Desigualdades

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