Mais Justiça, Menos Desigualdades

Carrefour descumpre promessa e adia divulgação de fornecedores

Em carta enviada à Oxfam Brasil, a empresa informa que lista com seus fornecedores diretos só será entregue em 2023.

12/09/2022 Tempo de leitura: 1 minuto
 

Quando, em janeiro de 2021, o supermercado Carrefour se comprometeu a divulgar até 2022 a lista de todos os seus fornecedores diretos, celebramos bastante a iniciativa como medida importante para garantir o respeito aos direitos humanos aos milhares de trabalhadoras e trabalhadores rurais que plantam e colhem o que comemos. Afinal, estamos há quase dois anos pressionando os três maiores supermercados do país – Carrefour, Pão de Açúcar e grupo BIG (que foi comprado pelo Carrefour) – para que divulguem a lista de seus fornecedores diretos e indiretos.

Mas, na última sexta-feira (9/9), veio a ducha de água fria: o Carrefour nos enviou uma carta informando que adiou o compromisso para o primeiro semestre de 2023, “devido a toda reestruturação exigida pela integração entre os grupos BIG e Carrefour”.

Leia aqui a íntegra da carta enviada pelo Carrefour.

“O Carrefour se comprometeu não com a Oxfam Brasil, mas com as 120 mil pessoas que assinaram nossa petição e pediram mais responsabilidade e cuidado com os trabalhadores rurais”, afirma Gustavo Ferroni, coordenador da área de Justiça Rural e Desenvolvimento da Oxfam Brasil. “Ao não cumprir sua promessa e não oferecer nenhuma garantia de que irá cumprir, o Carrefour quebrou a confiança com os consumidores que se preocupam com um país mais justo e sustentável.”

O respeito aos direitos humanos tem que ser prioridade sobre processos corporativos, afirma Gustavo. “A vida das pessoas está em jogo: fome, contaminação por agrotóxico, abusos.”

A divulgação dos fornecedores diretos e indiretos é importante porque ajuda a identificar produtores que não respeitam os direitos de seus trabalhadores e facilita a comunicação de casos de violações de direitos. “Essa falta de transparência ajuda a proteger os produtores ruins e prejudica os produtores responsáveis”, afirma Gustavo.

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