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Instituto Humanitas Unisinos: Sem quebra de patente, vacinas contra covid não chegarão a todas as pessoas do mundo

14/12/2020 Tempo de leitura: 2 minutos
 

Em entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos, Maitê Gauto, gerente de Programas e Incidência da Oxfam Brasil, aborda a vacinação contra COVID-19 pela ótica dos direitos humanos e menciona os diversos desafios que enfrentaremos nos próximos meses, bem como as estratégias para superá-los.

Inicialmente, a grande questão era o tempo necessário para o desenvolvimento de uma vacina. Agora, o principal desafio, é a aquisição, transporte e armazenamento de vacinas, principalmente pelos países mais pobres do mundo – atualmente, 53% de toda a produção de vacinas para 2021 já foi comprada por países ricos.

“O desafio agora é como fazer essa vacina chegar a todo mundo. Não só por questões de logística, mas também de garantir que a produção seja disseminada”, afirma Maitê, lembrando que para atender toda a população mundial, não adianta apenas produzir vacinas, será preciso que as empresas farmacêuticas compartilhem a tecnologia e a propriedade intelectual com o Consórcio Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“As empresas farmacêuticas não deixarão de ser lucrativas só por abrirem mão da patente ou transferirem a tecnologia das vacinas; são empresas altamente lucrativas independentemente da pandemia. Assim, o que estamos demandando é exatamente um olhar específico para essa situação absolutamente excepcional que estamos vivendo, para que possamos trabalhar juntos para proteção da humanidade, para proteção da vida de pessoas e também para proteção da economia global.”

Maitê Gauto, Gerente de Programas e Incidência da Oxfam Brasil

No caso brasileiro, a questão é ainda mais complicada, afirma Maitê. O Brasil é uma referência mundial em políticas de vacinação, mas o país está patinando nesse processo agora, em meio à pandemia de coronavírus. E isso coloca em risco a vida de milhões de pessoas. “A população foi ficando desnorteada num momento em que justamente se precisava de um Estado organizado, que desse garantias de que todas as medidas necessárias estariam dentro do planejamento e seriam tomadas para que a pandemia tivesse o menor impacto possível no país”, critica Maitê.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

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