Mais Justiça, Menos Desigualdades

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UOL: desigualdades e o coronavírus

17/03/2020 Tempo de leitura: 2 minutos
 

O que fazer quando acesso a banheiros ou saneamento básico não é uma realidade? Como lidar com a epidemia de coronavírus em um país com tantas desigualdades como o Brasil? Em ampla reportagem publicada no último dia 14/3 pelo Ecoa, do portal UOL, especialistas discutem os efeitos da doença nas pessoas mais vulneráveis da sociedade brasileira.

Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, lembra que toda crise afeta os mais pobres. “Seja porque eles moram em áreas de maior risco, seja porque eles têm menos condição de saúde, de alimentação, com menos capacidade imunológica, seja porque não têm o que comer, não têm acesso a serviços públicos que são fundamentais nesses momentos, seja porque têm pouco dinheiro para tratar.”

A reportagem assinada por Paula Rodrigues, com fotografias de Rodrigo Bertolotto, traz diversos depoimentos de pessoas que vivem precariamente pelas ruas de São Paulo e lembra que, hoje no Brasil, quase 35 milhões de pessoas vivem sem acesso a água tratada, enquanto 100 milhões não têm esgoto tratado (dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 2018). E faz uma pergunta perturbadora: “E quando [o vírus] atingir a população em geral?”

Importância do SUS no combate às desigualdade e ao coronavírus

Uma das grandes preocupações no momento é não sobrecarregar o sistema de Saúde do país. Segundo Katia Maia, nos casos mais graves da doença, o SUS pode ter dificuldade para absorver a demanda, já que o problema gira em torno da necessidade de respiração artificial, cujos aparelhos são comuns apenas em UTIs e centros cirúrgicos.

“Há um limite em qualquer sistema: quantas pessoas você pode atender ao mesmo tempo? Qual é a sua capacidade? É o que está acontecendo na Itália. Lá, não tem respirador e condição de leito para todas as pessoas que estão tendo a forma mais grave da doença.

Ainda assim, ter um sistema tão amplo e gratuito como o SUS coloca o Brasil em vantagem em relação a outros país. Katia lembra que nos Estados Unidos, por exemplo, o custo para se fazer o teste é alto, bem como o da quarentena em hospitais. Por isso, diz, é importante defender o SUS e os recursos necessários para ampliar seus serviços e garantir o atendimento à população mais vulnerável. O SUS pode fazer a diferença para as pessoas que enfrentam cotidianamente as desigualdades e agora têm pela frente essa epidemia de coronavírus.

Leia aqui a íntegra da reportagem do Ecoa UOL.

Para mais informações sobre a epidemia de coronavírus no Brasil, acesse a página do Ministério da Saúde.

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