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Tombo duplo: Brasil está mais desigual e com desenvolvimento estagnado, diz ONU

Caímos uma posição no ranking do IDH (que mede o desenvolvimento do país) e 23 quando esse índice é ajustado pela desigualdade. Já somos o 7o. mais desigual do mundo.

10/12/2019 Tempo de leitura: 2 minutos
 

O Brasil tomou um tombo duplo esta semana nos indicadores que medem o desenvolvimento e revelam o estado das desigualdades do país. O Brasil está mais desigual e com desenvolvido estagnado.

Segundo dados divulgados segunda-feira (9/12) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil caiu uma posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e 23 (!) quando esse indicador é ajustado pelos níveis de desigualdade.

O Brasil agora está na 79ª posição do IDH global e é o sétimo mais desigual do mundo. O país mais desigual do mundo é a África do Sul. Os dados são de 2017.

País estagnado e desigual

“Está mais do que evidente que só teremos um desenvolvimento sustentável e inclusivo no Brasil quando houver combatermos às desigualdades”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Entretanto, apesar da queda no ranking do IDH, o Brasil na verdade encontra-se numa situação de estagnação em termos de desenvolvimento.

Isso porque o seu índice no ranking tem variado muito pouco desde 2014/15 – depois de um grande crescimento verificado desde a década de 1990.

Esse cenário foi diagnosticado por nós no relatório País Estagnado, lançado no final de 2018, sinalizamos que a roda da redução das desigualdades havia parado de girar no país.

Isso porque a distribuição de renda estava estagnada, a pobreza voltara e a equiparação de renda entre homens e mulheres, e negros e brancos, começou a recuar.

Mais políticas públicas e reforma tributária

Assim, temos hoje milhões de desempregados, ataques às políticas públicas e desrespeito às discussões sobre discriminação de gênero e raça no país.

“É urgente mudar o atual cenário, que condena milhões à desesperança”, diz Katia Maia. “Precisamos de mais políticas públicas, um sistema tributário mais justo e progressivo, e o fim da discriminação de gênero e raça.”

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