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Pandemia de coronavírus escancara desigualdades brasileiras

A pandemia de coronavírus escancara as desigualdades brasileiras e evidencia a necessidade de se criar um pacto social e fazer uma reforma tributária que priorize a taxação dos mais ricos.

23/04/2020 Tempo de leitura: 2 minutos
 

A pandemia de coronavírus escancara para toda a sociedade as imensas desigualdades brasileiras e evidencia a necessidade se criar no país um pacto social que inclua toda a população. Além disso, temos que enfrentar a concentração de renda e riqueza no país, e garantir direitos e acesso a políticas sociais. Essa foi a tônica da live realizada nesta quinta-feira (23/4) pela Oxfam Brasil em seu canal no Youtube.

Mediada por Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, a conversa contou com a participação da jornalista Flavia Oliveira, comentarista da Globonews e rádio CBN, e do economista e escritor Eduardo Moreira, fundador e ex-sócio de um banco de investimentos, que discutiram os caminhos possíveis no pós-coronavírus.

As lives da Oxfam Brasil no Youtube estão sendo realizadas todas as quinta-feiras, a partir das 11 horas.

Coronavírus escancara a desigualdade brasileira

“O coronavirus escancara as desigualdades brasileiras para a parcela mais rica da população que, em geral, não se dava conta do problema porque sempre viveu numa bolha”, afirmou Eduardo Moreira. O rico, disse ele, precisa que o pobre não pegue a doença, pois essa é a única maneira de proteger todo mundo. “Mas aí o rico descobriu que não dá para proteger o pobre porque ele não tem saneamento básico, não tem saúde, não em transporte público adequado.”

Para a jornalista Flávia Oliveira, a falta de serviços públicos básicos na vida dos mais pobres é um problema que deveria ser resolvido pelo Estado, mas nunca foi atacada adequadamente. Assim, a pandemia encontrou um país com assimetrias e desigualdades muito acentuadas. “O vírus escancarou e exacerbou desigualdades históricas do Brasil.”

Kátia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil, espera que a crise do coronavírus faça com que o governo brasileiro se conscientize de que é necessário combater seriamente a desigualdade social no Brasil. Além disso, as estruturas públicas, como o Sistema Único de Saúde (SUS), têm que ser fortalecidas. Não dá mais para ter o cenário anterior, de redução de investimentos nas áreas sociais e de saúde. “Esperamos que agora haja um novo pacto social com políticas mais inclusivas e redistributivas”, afirmou.

O que esperar do pós-pandemia

Uma das ações para diminuir a desigualdade social, segundo Kátia Maia, seria a aprovação de uma reforma tributária mais justa, que onerasse menos os pobres e taxasse mais os ricos. Tanto Eduardo Moreira como Flávia Oliveira concordaram, mas ressaltaram que isso sequer tem sido discutido seriamente no Congresso Nacional.  Eduardo Moreira, por exemplo, afirmou ser necessário taxar dividendos, lucros e ganhos de capital, o que não ocorre no Brasil. “O que acontece é justamente o contrário. É o Robin Wood às avessas. Tiram dos pobres para dar aos ricos.”

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