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O poder da voz das jovens mulheres negras

Publicação reúne relatos sobre vivências no âmbito do projeto Hub das Pretas.

19/11/2019 Tempo de leitura: 2 minutos
 

“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela.” A citação de Angela Davis resume bem o tom da publicação Desigualdade e Jovens Mulheres Negras, elaborada por Criola e Oxfam Brasil, em parceira com Ação Educativa, FASE – Federação de Órgãos para Assistência Social, Ibase – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, Inesc – Instituto de Estudos Socioeconômicos, e Instituto Pólis.

Trata-se de mais um fruto do Hub das Pretas, rede ciberativista formada no projeto Mulheres Negras Fortalecidas na Luta contra o Machismo e o Sexismo.

Os artigos retratam experiências compartilhadas por e com mulheres negras sobre suas vivências a partir de diferentes esferas e realidades que, de alguma forma, atravessaram o projeto.

Também são relatadas reflexões das organizações participantes sobre a importância do Hub das Pretas. Além disso, a publicação também traz questões que envolvem a luta antirracista e antissexista no campo das organizações da sociedade civil brasileira.

Assim, vale destacar o componente do território das autoras, como sendo algo determinante na vida das pessoas. Isso vale para o exercício pleno do direito à cidade e também na total negação de direitos. Algo que, na maioria das vezes, representa a realidade dessas mulheres.

Confira a publicação Desigualdade e Jovens Mulheres Negras

Sobre o Hub das Pretas

Cerca de 160 jovens mulheres negras, com atuação em 100 diferentes grupos ou coletivos, participaram do projeto Hub das Pretas. Essa participação se deu em quatro cidades brasileiras: Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Com idades entre 18 e 30 anos, as mulheres desses grupos eram estudantes, artistas, poetisas, produtoras, advogadas, comunicadoras, mães, ativistas e ciberativistas.

Essas jovens mulheres negras vivenciam cotidianamente o que significa ser mulher, negra e jovem em um país reconhecidamente racista e machista. Algo, portanto, de elevada relevância, em um país que até pouco tempo nem sequer discutia as especificidades das juventudes.

Assim, os pontos de destaque da presente publicação são as desigualdades, o direito à cidade, o racismo, o sexismo, a identidade, o protagonismo, a organização coletiva, as narrativas e os aprendizados.

Plantando sementes

Não à toa o projeto foi um marco na construção de parceiras e alianças em prol do enfrentamento das desigualdades urbanas. O foco era em mulheres negras. Por sua força e abrangência, pode servir de insumo para experiências semelhantes.

Assim, as organizações envolvidas nessa ação acreditam que, no horizonte de enfrentamento das desigualdades, a escuta ativa das mulheres negras e o reconhecimento das propostas que elas trazem, deve ser central. Com isso, é possível que ocorram mudanças estruturais no país em benefício de toda a população.

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