EMERGÊNCIA COVID-19: sua solidariedade protege famílias

Em discurso na ONU, Bolsonaro acusa ‘fantasmas’ pela destruição da Amazônia

Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, reage às acusações sem base na realidade do presidente brasileiro.

24/09/2019 Tempo de leitura: 1 minuto
 

A Oxfam Brasil recebe com apreensão o discurso do presidente brasileiro Jair Bolsonaro na abertura do debate geral da 74ª Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Em vez de admitir erros e indicar soluções para a caótica situação ambiental no Brasil, Bolsonaro preferiu fazer acusações contra povos indígenas, mídia internacional, ONGs e outros países.

A floresta amazônica não está queimando devido a “práticas culturais da população indígena e local”, como ele disse hoje em seu discurso. Está queimando porque ele, o presidente do Brasil, deu vários sinais de que os grandes agricultores da região podem fazê-lo. E se o seu governo está tão comprometido com a proteção ambiental, por que corta fundos públicos para as agências que trabalham em campo fazendo exatamente isso?

Bolsonaro disse também que um “novo capítulo de esperança” é necessário para os povos indígenas. Concordamos com isso. Mas primeiro eles precisam ser protegidos daqueles que os querem fora de suas terras, que os matam há gerações para que possam expandir suas terras agrícolas.

E esse capítulo deve ser escrito pelos próprios povos indígenas.

Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

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