Mais Justiça, Menos Desigualdades

A força e resiliência da mulher negra brasileira no enfrentamento da pandemia da Covid-19

A força das mulheres negras e periféricas brasileiras, que conseguiram se unir para enfrentar as consequências da pandemia da covid-19 nas suas comunidades, é o tema central do artigo escrito por Tauá Pires, coordenadora da área de juventudes, Raça e Gênero da Oxfam Brasil

03/02/2021 Tempo de leitura: 2 minutos
 

Crédito da foto: Inesc

No artigo escrito por Tauá Pires, coordenadora da área de Juventudes, Raça e Gênero da Oxfam Brasil, publicado no perfil da Oxfam Internacional no Medium, a força das mulheres negras e periféricas brasileiras, que conseguiram se unir para enfrentar as consequências da pandemia da covid-19 nas suas comunidades, é o tema central.

Ao redor do mundo, as pessoas não brancas foram e são as mais afetadas pela crise sanitária que segue em curso. Se olharmos com mais profundidade para o recorte e para os seus índices, é fácil provar que são as mulheres as mais afetadas pelos reflexos da crise na economia, geração de renda e mercado de trabalho, como prova O Vírus da Desigualdade, relatório da Oxfam apresentado no último Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

No Brasil, os números gerados pela pandemia são assustadores. Há algum tempo ultrapassamos os 8 milhões de casos confirmados e 218 mil pessoas perderam suas vidas vítimas da doença. Estudos já projetam que o nosso índice de desemprego possa atingir a marca de 15%, o que representa 16 milhões de pessoas sem trabalho, em um futuro não distante.

Apesar de serem as maiores vítimas da pandemia, as mulheres negras periféricas brasileiras conseguiram traçar estratégias para enfrentar, sempre de maneira corajosa, as consequências da covid-19. Mulheres que participam de um projeto promovido pela Oxfam Brasil no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, nos relataram ações realmente inspiradoras.

Como é o caso de mulheres recifenses que usaram bicicletas equipadas com alto-falantes para divulgar informações sobre a covid-19 e o seu enfrentamento, nas comunidades em que vivem. Além das consequências atuais da pandemia, mulheres periféricas brasileiras já se organizam para discutir, em ambientes digitais, quais serão os caminhos para o futuro pós-pandemia.

Entre esses caminhos está o da criação de políticas públicas que efetivamente representem as mulheres negras brasileiras. Apoiar mulheres negras que constroem trajetória políticas, assim como monitorar a atuação das que conseguiram ser eleitas em 2020, faz parte feito pela Oxfam Brasil.

Tauá Pires pontua que, apesar das drásticas consequências trazidas pelo Coronavírus, impulsionadas pelas desigualdades que fazem parte das estruturas da nossa sociedade, podemos e devemos encarar o período como uma oportunidade de promover as mudanças necessárias para que todas essas pessoas possam reconstruir suas vidas.

Confira o material na íntegra

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