Pesquisa Nós e as Desigualdades

Nós e as Desigualdades 2019

A Oxfam Brasil traz aqui os resultados da segunda pesquisa de opinião sobre desigualdades no Brasil realizada com o Instituto Datafolha, como contribuição ao debate sobre o tema. Foram entrevistadas 2.086 pessoas em 130 municípios brasileiros, de todas as regiões do país, entre os dias 12 e 18 de fevereiro de 2019.

Esperamos que esta pesquisa sirva para ampliar as discussões sobre a importância do papel do Estado no enfrentamento das desigualdades e aprofundar a urgência em se construir um Brasil mais justo, solidário e humano.

86% creem que o progresso no Brasil está condicionado à redução de desigualdade entre pobres e ricos.

57% não acreditam que as desigualdades diminuirão nos próximos anos.

2 em cada 3 brasileiros elegem ‘fé religiosa’, ‘estudar’ e ‘ter acesso à saúde’ como as três principais prioridades para uma vida melhor.

64% concordam que o fato de ser mulher impacta negativamente a renda.

52% concordam que negros ganham menos por serem negros.

71% concordam que a Justiça é mais dura com negros.

77% concordam com o aumento dos impostos de pessoas muito ricas para financiar políticas sociais.

84% concordam que é obrigação dos governos diminuir a diferença entre muito ricos e muito pobres.

75% apoiam a universalidade do ensino público fundamental e médio.

73% defendem universalidade para atendimento em postos de saúde e hospitais.

Institucional

Pesquisa Nós e as Desigualdades

A pesquisa Nós e as Desigualdades, da Oxfam Brasil em parceria com o Instituto Datafolha, é um registro da opinião pública sobre o tema das desigualdades no país. Com ela buscamos contribuir com o debate nacional sobre a importância

de enfrentarmos e reduzirmos as desigualdades de renda, raça e gênero para termos um país mais justo, solidário e humano. A pesquisa é realizada por meio de abordagem pessoal dos entrevistados.

Institucional

Nós e as Desigualdades 2017

A Oxfam Brasil, em parceria com o Instituto Datafolha, lançou uma pesquisa de percepção pública para investigar o que pensam os brasileiros sobre as desigualdades no país. Os resultados são significativos. Os dados da pesquisa foram coletados em agosto de 2017 e publicados em dezembro.

A pesquisa aponta que a população percebe as desigualdades, suas causas e soluções – o que consideramos condição fundamental para mudarmos o estado das coisas. E também revela grandes desafios para a agenda de redução das desigualdades no Brasil.

Leia nossa nota informativa Nós e as Desigualdades (ao lado), em que analisamos os resultados da pesquisa Oxfam Brasil/Datafolha, oferecendo reflexões sobre os desafios para alimentar o necessário debate público.

A desigualdade é percebida majoritariamente como diferença socioeconômica

39% classificam desigualdade como diferença socioeconômica

8% a classificam como carência de recursos e serviços, segundo maior grupo

Corrupção, falta de emprego e de educação são principais causas

81% dos brasileiros acreditam que a corrupção “contribui muito” para as desigualdades

70% o desemprego

66% a educação

Os ricos são “os outros”

88% declaram estar entre a metade mais pobre numa escala pobreza-riqueza de 0 a 100

47% dos brasileiros acreditam serem necessários mais de R$ 20 mil mensais para ser parte dos 10% mais ricos 

Combate às desigualdades é papel dos governos

79% acreditam que o combate às desigualdades é obrigação de governos 

MÉRITO NÃO EXPLICA DESIGUALDADES

60% discordam que pobres que trabalham muito têm iguais oportunidades que ricos

55% não acreditam que crianças pobres com estudo têm oportunidades iguais às de crianças ricas

DISCRIMINAÇÃO CONTRA MULHERES E NEGROS TÊM GRANDE IMPACTO EM DESIGUALDADES

57% acreditam que mulheres ganham menos por serem mulheres

46% acreditam que negros ganham menos por serem negros

COMBATE ÀS DESIGUALDADES É PAPEL DO ESTADO

79% acreditam que o combate às desigualdades é obrigação de governos

AUMENTO DE IMPOSTOS? SIM, PARA OS MUITO RICOS

75% dos brasileiros são contra o aumento geral de impostos para custear políticas sociais

71% são a favor do aumento de impostos para pessoas muito ricas

Institucional