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Crise no Iêmen: famílias casam seus filhos pequenos para ter o que comer

Guerra, alta no preço dos alimentos e queda do poder de compra dos salários no Iêmen são elementos que estão levando pessoas a tomar medidas desesperadas para fugir da fome no país. Famílias da província de Amram, no norte do país, já foram forçadas a oferecer suas filhas em casamento – em um dos casos, uma menina de três anos – em troca de comida e abrigo, conforme relatos obtidos pela Oxfam no país.

Quase 10 milhões de pessoas estão na miséria e à beira da fome no país por causa da guerra
Fotos: VFX Aden/Oxfam

Taxa extra de 0,5% sobre riqueza de bilionários colocaria 262 milhões de crianças na escola

Uma taxa extra de apenas 0,5% sobre a riqueza dos bilionários que fazem parte do 1% mais rico do planeta arrecadaria mais do que o suficiente para educar 262 milhões de crianças que estão fora da escola hoje no mundo, e também providenciar serviços de saúde que poderiam salvar a vida de mais de 3 milhões de pessoas.

O relatório global da Oxfam, apresentado hoje em Davos – “Bem Público ou Riqueza Privada?” – revela a importância do financiamento a serviços públicos de educação e saúde para o combate à pobreza e às desigualdades

Bem público ou riqueza privada?

A nossa economia está falida, com centenas de milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza, enquanto quem está no topo recebe enormes recompensas. O número de bilionários duplicou desde a crise financeira de 2007-08, mas os super-ricos e as grandes empresas estão pagando o menor nível de impostos em décadas.

Fome e frio ameaçam meio milhão de pessoas no Iêmen

Mais de meio milhão de pessoas que se refugiram da guerra civil no Iêmen na cidade portuária de Hodeidah, estão sob dupla ameaça: fome e temperaturas congelantes. O inverno no Iêmen é extremamente rigoroso e em geral vem acompanhado de fortes chuvas, que causam inundações e deixam muitas pessoas desabrigadas. Boa parte das 530 mil pessoas abrigadas em Hodeidah estão vivendo em barracas improvisadas, sem proteção contra o frio.

População já sofre há anos com uma guerra civil que já matou milhares
Foto: Ahmed Al-Fadeel / Oxfam

Vírus Ebola no Congo

Equipes de socorro prestam atendimento às comunidades atingidas pelo vírus Ebola na República Democrática do Congo. Rapidez na higienização dos locais é um fator de sobrevivência. Foto: John Wessels/Oxfam

Situação Atual

A República Democrática do Congo é um dos maiores países da África, com uma população de 65 milhões de pessoas, e um dos mais pobres da África. Está entre os 10 países com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo.

Além das péssimas questões sanitárias, o país sofre com constantes conflitos civis e militares, com perseguições a grupo étnicos minoritários. Não bastasse esse cenário, o vírus do Ebola ressurgiu com mais de 500 casos confirmados e pode levar o país a uma epidemia.

Cerca de quatro milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa do conflito armado no país. É a maior crise de deslocamento na África atualmente. Treze milhões de pessoas precisam urgentemente de ajuda humanitária, incluindo mais de sete milhões que sofrem de fome aguda. Cerca de 400 mil crianças sofrem de má nutrição na região de Kasai. Milhões não têm acesso a água potável e estão matando a sede em fontes não seguras.

A volta do Ebola

Uma nova epidemia de Ebola foi anunciada no território de Beni, província de Kivu. O vírus ressurgiu em locais de difícil acesso, principalmente devido à presença de grupos rebeldes armados. Até o momento, 500 casos foram confirmados e 186 pessoas já morreram desde o surto da doença iniciado no dia 1 de agosto de 2018.

Nossa Resposta

Estamos na República Democrática do Congo ajudando mais de 400 mil pessoas, providenciando água potável e alimentos, instalando pontos de purificação de água e de higiene pessoal, bem como chuveiros e banheiros. Também trabalhamos com líderes das comunidades locais e voluntários para melhorar as práticas de higiene e prevenir que a doença se espalhe.

Em parceria com o Programa Alimentar Mundial, estamos distribuindo alimentos para 100 mil pessoas.

Também estamos implementando estratégias de curto prazo para permitir que as famílias mais vulneráveis consigam meios básicos de sobrevivência, distribuindo sementes para plantações, e dinheiro e vales para permitir que as pessoas comprem comida e artigos básicos. Promovemos também as cooperativas agrícolas, dando apoio aos agricultores congoleses para que possam aumentar a produtividade de suas colheitas e melhorar a comercialização de seus produtos.

Com a sua ajuda, podemos salvar muitas vidas na República Democrática do Congo.

Milhares de congoleses estão sendo expulsos de Angola

Uma crise humanitária de proporções gigantescas está se formando na região de Kasaï, na República Democrática do Congo, onde quase 260 mil pessoas estão sob ameaça. Elas foram forçadas a deixar Angola em uma violenta perseguição a refugiados e migrantes. A área, uma das mais pobres da República Democrática do Congo, já sofre com problemas de desnutrição, cólera e ameaça de um conflito armado.

Oxfam alerta para a formação de uma crise humanitária de grande proporção na região de Kasai
Milhares de pessoas tiveram que fugir às pressas de Angola, carregando seus poucos pertences por estradas, sem comida ou abrigo. Foto: Scherazade Bouabid/Oxfam

Brasil está em 39º lugar em novo índice de desigualdades da Oxfam

Sem levar em conta ainda os impactos do Teto de Gastos, que congelou os gastos sociais por 20 anos, e da Reforma Trabalhista, que retirou alguns importantes direitos dos trabalhadores, o Índice de Comprometimento com a Redução das Desigualdades lançado pela Oxfam nesta terça-feira (9/10) mostra o Brasil na 39ª posição entre os países que têm promovido esforços efetivos no enfrentamento das desigualdades.

Posição não leva em conta ainda o impacto do Teto de Gastos e Reforma Trabalhista no país
foto: Apu Gomes / Oxfam Brasil

Oxfam intensifica resposta ao terremoto e tsunami na Indonésia

A Oxfam e organizações parceiras estão intensificando suas ações para ajudar 500 mil pessoas na ilha de Sulawesi, depois que o governo da Indonésia anunciou nesta segunda-feira (1/10) que mais de 2 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelo terremoto e tsunami.

Há mais de 2.000 mortos e cerca de 300 mil desabrigados na ilha de Sulawesi
Vista área de região devastada pelo terremoto seguido de tsunami na região de Palu, na ilha de Sulawesi, Indonésia. (foto: Jewel Samad / AFP / Getty Images)

Terremoto e tsunami na Indonésia

Situação Atual

Uma das nações mais propensas a desastres do mundo, a Indonésia enfrentou recentemente mais dois tsunamis que deixaram milhares de mortos e desaparecidos.

O primeiro foi setembro de 2018 na ilha de Sulawesi. Pelo menos 2.000 pessoas morreram e centenas de casas e edifícios foram destruídos. O desastre também danificou e destruiu grande parte das residências na região de Palu, e muitos estão com receio de voltar às suas casas. Estima-se que há mais de 300 mil desabrigados.

O mais recente aconteceu em dezembro 2018 no estreito de Sunda. Os últimos relatórios apontam 373 mortos, 128 desaparecidos, mais de 1.500 feridos e mais de 11 mil pessoas desabrigadas. Esses números podem ser ainda maiores, já que as cidades costeiras de Sumatra e Java foram transformadas em ruínas pelas ondas gigantes que atingiram a região depois que o vulcão Anak Krakatau entrou em erupção.

Nossa Resposta

Em um trabalho conjunto com parceiros a Oxfam já chegou a mais de 100.000 pessoas afetadas pelos terremotos de Sulawesi com o fornecimento de água potável, construção de redes de distribuição, construção de banheiros e distribuição de kits de higiene pessoal. Além disso, os parceiros locais apoiados pela Oxfam chegaram ao atingidos no estreito de Sunda em menos de 24 horas.

A Oxfam trabalha na Indonésia em parceria com diversas organizações sociais desde 1957. Atualmente, estamos presentes em seis províncias do país, onde ajudamos o governo da Indonésia, a sociedade civil e as comunidades locais. Nosso foco no país é o trabalho de empoderamento das mulheres para que possam fazer valer seus direitos, e contribuímos também para fortalecer a resiliência das comunidades em caso de desastres.

Faça uma doação para o nosso Fundo de Emergências e nos ajude a salvar vidas pelo mundo.

Tufão Mangkhut deixa mortos e milhares de desabrigados nas Filipinas

O tufão Mangkhut atingiu o norte das Filipinas no último sábado (15/9), com ventos de até 250 quilômetros por hora, causando mais de 60 mortes até o momento e deixando um rastro de destruição. Milhares de famílias precisam urgentemente de água potável e abrigo. Equipes da Oxfam e organizações parceiras já estão em ação, atendendo às necessidades imediatas. Há, entrentanto, muita dificuldade de acesso a regiões mais remotas. Você pode nos ajudar!

Equipes da Oxfam estão no local para providenciar água potável e abrigo às famílias atingidas

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