Oxfam Brasil

Azedou para a Citrosuco: empresa volta para a 'lista suja' do trabalho escravo

A Citrosuco, uma das maiores produtoras e exportadoras brasileiras de suco de laranja, voltou à lista suja do trabalho escravo do Ministério do Trabalho esta semana depois de a Justiça do Trabalho derrubar uma liminar que a deixava fora do cadastro. Segundo reportagem publicada pela Repórter Brasil, a empresa foi autuada em 2013 por manter 26 trabalhadores em situação análoga à escravidão em dois laranjais em São Paulo.

Gigante da laranja foi autuada por manter trabalhadores em situação análoga à escravidão em laranjais de São Paulo
Foto: Ministério Público do Trabalho - Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região

Retrospectiva 2018 - um ano de muitos desafios.

2018 foi um ano de muitos desafios, de conquistas e retrocessos, que exigiram de todos os brasileiros muita força, criatividade e vontade. Em 2019, a situação não deverá ser muito diferente, mas independentemente do cenário posto, continuaremos nosso trabalho de enfrentamento das desigualdades - de renda, gênero e raça - para vencer a pobreza extrema e garantir que todos e todas tenham seus direitos garantidos e respeitados.

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Desigualdade na comida: quem realmente lucra com a nossa laranja?

Toda comida que a gente consome é produzida por milhões de agricultores pelo mundo. Um trabalho que deveria ser cada vez mais celebrado e valorizado, mas a realidade é bem diferente. Conforme revelamos em nosso relatório Hora de Mudar, lançado em junho de 2018, quem tem ficado com fatias cada vez mais generosas do dinheiro gerado pela produção agrícola são os grandes supermercados, especialmente dos Estados Unidos e Europa, e outros gigantes da indústria alimentícia.

Somos um dos maiores produtores da fruta no mundo, mas isso só tem beneficiado alguns poucos

Redução da desigualdade no Brasil é interrompida pela vez primeira em 15 anos

Pela primeira vez nos últimos 15 anos, a redução da desigualdade de renda parou no Brasil, e também pela primeira vez, em 23 anos, a renda das mulheres retrocedeu em relação aos homens. Há 7 anos, a proporção da renda média da população negra brasileira se encontra estagnada em relação aos brancos.

Além disso, em 2016, retrocedemos 17 anos em termos de espaço para gastos sociais no orçamento federal.

Nosso novo relatório aponta ainda estagnação na equiparação de renda entre mulheres e homens e entre negros e brancos
Foto: André Teixeira/Oxfam Brasil

Brasil está em 39º lugar em novo índice de desigualdades da Oxfam

Sem levar em conta ainda os impactos do Teto de Gastos, que congelou os gastos sociais por 20 anos, e da Reforma Trabalhista, que retirou alguns importantes direitos dos trabalhadores, o Índice de Comprometimento com a Redução das Desigualdades lançado pela Oxfam nesta terça-feira (9/10) mostra o Brasil na 39ª posição entre os países que têm promovido esforços efetivos no enfrentamento das desigualdades.

Posição não leva em conta ainda o impacto do Teto de Gastos e Reforma Trabalhista no país
foto: Apu Gomes / Oxfam Brasil

Maior supermercado alemão só venderá bananas produzidas de maneira justa

Gol da Alemanha! A rede Lidl, maior supermercado alemão e terceiro da Europa, anunciou no final de setembro que suas lojas na Alemanha e Suíça só venderão bananas produzidas de acordo com regras de comércio justo ('fairtrade'), o que significa uma exigência de melhores condições de trabalho e produção. A Lidl tem mais de 3 mil lojas na Alemanha e 100 na Suíça, de um total de mais de 10 mil estabelecimentos em toda a Europa e também nos Estados Unidos.

Decisão tomada no final de setembro vale para as mais de 3 mil lojas da rede na Alemanha e Suíça

Multinacionais brasileiras ignoram voz das comunidades

Análise feita pela Oxfam Brasil nos documentos publicamente disponíveis de 21 empresas multinacionais brasileiras que atuam na América Latina e África nos setores de mineração, petróleo e gás, construção civil, agronegócio e siderurgia revela que nenhuma delas adota compromisso público inequívoco com o princípio de Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI) dos povos indígenas e comunidades tradicionais afetadas pelas atividades. Apenas 10 das empresas avaliadas têm políticas específicas que contemplam relacionamento com estes públicos.

Novo informe analisa compromisso das empresas com Consentimento Livre, Prévio e Informado

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