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Ciclone Idai: um mês depois da tragédia, milhares de pessoas ainda lutam para sobreviver em Moçambique

Um mês depois da destruição provocada pelo ciclone Idai no Sudeste da África, a Oxfam e organizações parceiras locais ainda estão encontrando milhares de pessoas isoladas em Moçambique, sem acesso a ajuda ou resgate.

Destruição e sofrimento fazem a região parecer uma zona de guerra. Recursos das agências de ajuda humanitária estão acabando
A cidade de Buzi, em Moçambique, foi uma das mais atingidas pelo ciclone Idai. Foto: Karel Prinsloo/DEC

Ciclone Idai: emergência em Moçambique, Zimbábue e Malauí

O ciclone Idai e as enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas em Chimanimani, cerca de 600 quilômetros de Harare, no Zimbábue. Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP/REX

SITUAÇÃO ATUAL

A Oxfam está atuando na região do sudeste africano atingido pelo ciclone Idai, que matou quase mil pessoas, centenas de desaparecidos e cerca de dois milhões de pessoas desabrigadas e sem alimentos e serviços básicos de saneamento, transporte e saúde. O ciclone e as enchentes que vieram depois arrasaram diversas cidades de Moçambique, Malauí e Zimbábue, destruindo a infraestrutura de saneamento, comunicações e estradas da região, bem como plantações, hospitais e escolas. Por favor, doe o que puder ainda hoje!

O ciclone com ventos de mais de 170 km/h e fortes chuvas deixou praticamente toda a cidade de Beira, em Moçambique, debaixo d´água, sem comunicação com o mundo externo. Os presidentes do Zimbábue, Malauí e Moçambique já declararam estado nacional de desastre. Para a ONU, este foi o maior desastre climático já registrado no hemisfério Sul.

A escala das enchentes na região é sem precedente na história. As águas dos rios, que subiram de maneira rápida, destruíram casas, hospitais, escolas e fazendas, além de estradas e pontes. Algumas comunidades só têm acesso por helicóptero ou barco.

Pessoas que fugiram das enchentes estão reunidas em abrigos provisórios sem água ou serviços de saneamento. Muitos não têm o que comer há dias. Há ainda quem esteja esperando resgate em regiões de alto risco, no alto de árvores ou montes. Saiba mais aqui.

NOSSA RESPOSTA

Apesar desses imensos desafios, as equipes da Oxfam estão trabalhando para ajudar as pessoas atingidas pelo ciclone e as enchentes em Moçambique, Malauí e Zimbábue. Planejamos alcançar 775 mil pessoas nos três países, entregando água potável, serviços de saneamento básico, alimentos e abrigos emergenciais, sempre em parceria com organizações locais.

Em Moçambique, onde mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas, vamos trabalhar para alcançar 375 mil pessoas em parceria com as organizações Care e Save the Children, por meio de um programa que restaura serviços sociais básicos como acesso à saúde, educação e água.

No Malauí, onde 13 distritos foram impactados pelo ciclone e enchentes, temos como objetivo ajudar 200 mil pessoas.

No Zimbábue, onde o distrito de Chimanimani permanece inacessível, também esperamos ajudar 200 mil pessoas.

"O impacto nas áreas afetadas foi devastador. Já estamos focando no trabalho que vai ajudar as pessoas a recuperarem seus meios de subsistência, prevenir surtos de doenças e proteger os desabrigados", afirma Nellie Nyangwa, diretora da Oxfam para a região sudeste da África.

Precisamos de sua ajuda para alcançar as pessoas que estão desesperadas na região. Faça uma doação agora!

Um dos maiores desastres climáticos já vistos atinge sudeste da África

Um dos piores desastres relacionados ao clima já registrados no hemisfério sul atingiu o sudeste da África na semana passada deixando um imenso rastro de morte e destruição em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Um ciclone e diversas enchentes mataram mais de 350 pessoas na região e deixaram cerca de 2,5 milhões sem água potável, moradias, saneamento e outros serviços básicos. Há centenas de desaparecidos.

Ciclone e enchentes atingiram Moçambique, Malauí e Zimbábue, matando mais de 350 e afetando a vida de 2,6 milhões de pessoas
Foto: AP Photo/Tsvangirayi Mukwazhi

A Síria precisa de dinheiro para se reconstruir, não de mais um comunicado

Os representantes de governos que se reúnem nesta quinta-feira (14/3) em Bruxelas (Bélgica) para discutir a guerra na Síria precisam apresentar mais do que um 'comunicado' se realmente quiserem ajudar o país. Milhões de pessoas sofrem consequências graves com o conflito armado, que completa oito anos nesta sexta-feira (15/3), e o que elas realmente querem é recursos para reconstruírem suas vidas.

Conflito de 8 anos ja matou milhares de pessoas e deixou quase 12 milhões dependentes de ajuda humanitária
Foto: Nadine Mazloum/Oxfam

Compromissos das grandes empresas de alimentação ficam pelo meio do caminho

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Novo relatório da Oxfam revela descompasso nos compromissos para impactos negativos sobre mulheres, pequenos agricultores, terra e clima
Foto: Anna Fawcus/Oxfam América

Dia Internacional da Mulher: nossa contribuição pelo mundo

Nós acreditamos no potencial das mulheres e estamos sempre prontos a contribuir com projetos e atividades que reforcem o papel feminino na sociedade. Por isso desenvolvemos no Brasil e no mundo projetos de formaçao e autonomia financeira, além de encontros e oficinas, que contribuem para o empoderamento das mulheres, valorizando e fortalecendo sua luta contra o machismo, a violência doméstica, a desigualdade de renda no trabalho.

Cinco histórias revelam como a Oxfam trabalha pela valorização das mulheres

Crise no Iêmen: famílias casam seus filhos pequenos para ter o que comer

Guerra, alta no preço dos alimentos e queda do poder de compra dos salários no Iêmen são elementos que estão levando pessoas a tomar medidas desesperadas para fugir da fome no país. Famílias da província de Amram, no norte do país, já foram forçadas a oferecer suas filhas em casamento – em um dos casos, uma menina de três anos – em troca de comida e abrigo, conforme relatos obtidos pela Oxfam no país.

Quase 10 milhões de pessoas estão na miséria e à beira da fome no país por causa da guerra
Fotos: VFX Aden/Oxfam

Taxa extra de 0,5% sobre riqueza de bilionários colocaria 262 milhões de crianças na escola

Uma taxa extra de apenas 0,5% sobre a riqueza dos bilionários que fazem parte do 1% mais rico do planeta arrecadaria mais do que o suficiente para educar 262 milhões de crianças que estão fora da escola hoje no mundo, e também providenciar serviços de saúde que poderiam salvar a vida de mais de 3 milhões de pessoas.

O relatório global da Oxfam, apresentado hoje em Davos – “Bem Público ou Riqueza Privada?” – revela a importância do financiamento a serviços públicos de educação e saúde para o combate à pobreza e às desigualdades

Bem público ou riqueza privada?

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Fome e frio ameaçam meio milhão de pessoas no Iêmen

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População já sofre há anos com uma guerra civil que já matou milhares
Foto: Ahmed Al-Fadeel / Oxfam

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