Oxfam

Cinco coisas que alguém que trabalha com ajuda humanitária gostaria de te contar

Iffat Tahmid Fatema começou a trabalhar na Oxfam em 2017 quando tentava o mestrado biotecnologia na Universidade Asiática para Mulheres em Chittagong, Bangladesh. Na mesma época acontecia o auge da crise humanitária dos refugiados rohingya, que vivem no maior campo de refugiados do mundo, o Cox's Bazar, em Bangladesh. A situação tocou Iffat, que começou a atuar no local como funcionária de saúde pública na resposta humanitária da Oxfam com prevenção de doenças.

Iffat Tahmid Fatema, promotora de saúde pública da Oxfam, compartilha como é ajudar pessoas.
Iffat Tahimd Fatema, promotora de saúde pública para a Oxfam, trabalhando nos campos de refugiados de Rohingya em Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: Abbie Trayler-Smith / Oxfam

Vozes silenciadas

Janeth Pareja Ortiz é defensora de direitos humanos, territoriais e ambientais na comundiade de Ipuna na Colômbia. Ela morava perto do córrego Aguas Blancas, que era sua principal fonte de subsistência até que uma empresa de mineração começou a despejar resíduos tóxicos. Pouco depois, a empresa decidiu desviar o fluxo até que ele secasse.

A luta das defensoras de direitos humanos e territoriais na Colômbia
Foto: Pablo Tosco / Oxfam Intermon

Pobres são as principais vítimas das mudanças climáticas

Dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Apesar de fazer o mínimo para causá-lo, os pobres de todo o mundo são as maiores vítimas das mudanças climáticas. A Oxfam está trabalhando para reduzir o impacto do aquecimento global de hoje e do futuro.

Dia Mundial do Meio Ambiente: Países pobres do sul global sentem os efeitos das mudanças climáticas causadas pelos países do norte global

O desenvolvimento que vem do leite

Burkina Faso é um país oeste africano. No idioma local, o nome significa “terra de gente honesta”. E nessa terra vive Fatou, uma produtora de leite que levanta todos os dias às 6 da manhã para ordenhar suas vacas e as das 12 famílias que também vivem em sua comunidade.

No oeste africano, mulheres recebem treinamento para produzir mais e garantir uma renda melhor
Fotos: Pablo Tosco/Oxfam Intermón

Moçambique, Zimbábue e Malawi ainda vivem os efeitos devastadores dos ciclones

O ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malawi em março, com ventos de 170 km/h e fortes chuvas. Descrito pela ONU como "um dos piores desastres relacionados ao clima na África", causou grandes danos e devastou a vida de mais de 2,6 milhões de pessoas.

Quase 2 milhões de pessoas precisam de ajuda. Acesso às regiões mais atingidas é o principal desafio

Novo ciclone amplia destruição e desespero em Moçambique

Os desastrosos efeitos das mudanças climáticas continuam a castigar a África. Menos de 6 semanas após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Malauí, Zimbábue e Moçambique, um novo ciclone, Kenneth, chegou à região Norte de Moçambique na última quinta-feira (25/4).

Ciclone Kenneth atinge a região norte do país africano causando mais mortes e destruição. Milhares estão desabrigados.
Fotos: Tommy Trenchard / Oxfam

Ciclone Idai: um mês depois da tragédia, milhares de pessoas ainda lutam para sobreviver em Moçambique

Um mês depois da destruição provocada pelo ciclone Idai no Sudeste da África, a Oxfam e organizações parceiras locais ainda estão encontrando milhares de pessoas isoladas em Moçambique, sem acesso a ajuda ou resgate.

Destruição e sofrimento fazem a região parecer uma zona de guerra. Recursos das agências de ajuda humanitária estão acabando
A cidade de Buzi, em Moçambique, foi uma das mais atingidas pelo ciclone Idai. Foto: Karel Prinsloo/DEC

Ciclone Idai: emergência em Moçambique, Zimbábue e Malauí

O ciclone Idai e as enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas em Chimanimani, cerca de 600 quilômetros de Harare, no Zimbábue. Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP/REX

SITUAÇÃO ATUAL

A Oxfam está atuando na região do sudeste africano atingido pelo ciclone Idai, que matou quase mil pessoas, centenas de desaparecidos e cerca de dois milhões de pessoas desabrigadas e sem alimentos e serviços básicos de saneamento, transporte e saúde. O ciclone e as enchentes que vieram depois arrasaram diversas cidades de Moçambique, Malauí e Zimbábue, destruindo a infraestrutura de saneamento, comunicações e estradas da região, bem como plantações, hospitais e escolas. Por favor, doe o que puder ainda hoje!

O ciclone com ventos de mais de 170 km/h e fortes chuvas deixou praticamente toda a cidade de Beira, em Moçambique, debaixo d´água, sem comunicação com o mundo externo. Os presidentes do Zimbábue, Malauí e Moçambique já declararam estado nacional de desastre. Para a ONU, este foi o maior desastre climático já registrado no hemisfério Sul.

A escala das enchentes na região é sem precedente na história. As águas dos rios, que subiram de maneira rápida, destruíram casas, hospitais, escolas e fazendas, além de estradas e pontes. Algumas comunidades só têm acesso por helicóptero ou barco.

Pessoas que fugiram das enchentes estão reunidas em abrigos provisórios sem água ou serviços de saneamento. Muitos não têm o que comer há dias. Há ainda quem esteja esperando resgate em regiões de alto risco, no alto de árvores ou montes. Saiba mais aqui.

NOSSA RESPOSTA

Apesar desses imensos desafios, as equipes da Oxfam estão trabalhando para ajudar as pessoas atingidas pelo ciclone e as enchentes em Moçambique, Malauí e Zimbábue. Planejamos alcançar 775 mil pessoas nos três países, entregando água potável, serviços de saneamento básico, alimentos e abrigos emergenciais, sempre em parceria com organizações locais.

Em Moçambique, onde mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas, já atendendemos mais de 50 mil pessoas com água potável, suprimentos de emergência e atividades públicas de saúde para impedir uma epidemia de cólera na região.

No Malauí, onde 13 distritos foram impactados pelo ciclone e enchentes, temos como objetivo ajudar 200 mil pessoas.

No Zimbábue, onde o distrito de Chimanimani permanece inacessível, também esperamos ajudar 200 mil pessoas.

"O impacto nas áreas afetadas foi devastador. Já estamos focando no trabalho que vai ajudar as pessoas a recuperarem seus meios de subsistência, prevenir surtos de doenças e proteger os desabrigados", afirma Nellie Nyangwa, diretora da Oxfam para a região sudeste da África.

Precisamos de sua ajuda para alcançar as pessoas que estão desesperadas na região. Faça uma doação agora!

Um dos maiores desastres climáticos já vistos atinge sudeste da África

Um dos piores desastres relacionados ao clima já registrados no hemisfério sul atingiu o sudeste da África na semana passada deixando um imenso rastro de morte e destruição em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Um ciclone e diversas enchentes mataram mais de 350 pessoas na região e deixaram cerca de 2,5 milhões sem água potável, moradias, saneamento e outros serviços básicos. Há centenas de desaparecidos.

Ciclone e enchentes atingiram Moçambique, Malauí e Zimbábue, matando mais de 350 e afetando a vida de 2,6 milhões de pessoas
Foto: AP Photo/Tsvangirayi Mukwazhi

A Síria precisa de dinheiro para se reconstruir, não de mais um comunicado

Os representantes de governos que se reúnem nesta quinta-feira (14/3) em Bruxelas (Bélgica) para discutir a guerra na Síria precisam apresentar mais do que um 'comunicado' se realmente quiserem ajudar o país. Milhões de pessoas sofrem consequências graves com o conflito armado, que completa oito anos nesta sexta-feira (15/3), e o que elas realmente querem é recursos para reconstruírem suas vidas.

Conflito de 8 anos ja matou milhares de pessoas e deixou quase 12 milhões dependentes de ajuda humanitária
Foto: Nadine Mazloum/Oxfam

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