Katia Maia

Redução da desigualdade no Brasil é interrompida pela vez primeira em 15 anos

Pela primeira vez nos últimos 15 anos, a redução da desigualdade de renda parou no Brasil, e também pela primeira vez, em 23 anos, a renda das mulheres retrocedeu em relação aos homens. Há 7 anos, a proporção da renda média da população negra brasileira se encontra estagnada em relação aos brancos.

Além disso, em 2016, retrocedemos 17 anos em termos de espaço para gastos sociais no orçamento federal.

Nosso novo relatório aponta ainda estagnação na equiparação de renda entre mulheres e homens e entre negros e brancos
Foto: André Teixeira/Oxfam Brasil

"As desigualdades foram criadas pela sociedade, e por nós devem ser resolvidas"

Os desafios são muitos no Brasil e em toda América Latina quando o assunto é desigualdade. Mas também são muitas as oportunidades para resolver o problema, que afeta milhões de pessoas na região. "Quando falamos sobre desigualdades, é sempre importante observar que elas foram criadas pela sociedade. Não é algo que simplesmente caiu do céu.

Entrevista com nossa diretora executiva Katia Maia na Conferência Internacional sobre Desigualdades Rurais

Pobreza e desigualdade no campo são temas de Conferência em Roma

O mundo tem hoje mais de 800 milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza, e a maior parte está nas áreas rurais do planeta. Quais as estratégias e programas necessários (e já existentes) que possam dar um fim à pobreza no campo e ajudar a cumprir o compromisso estabelecido pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, de 'não deixar ninguém para trás'?

Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, participará do evento, que terá transmissão ao vivo
Foto: Cícero R. C. Omena/Creative Commons

Oxfam Brasil participa do Fórum Social Mundial 2018

O presidente do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil, Oded Grajew; a diretora executiva da organização, Katia Maia; e o coordenador de campanhas, Rafael Georges, participam esta semana da 13ª edição do Fórum Social Mundial, em Salvador (BA), para discutir o tema das desigualdades.

As apresentações da Oxfam Brasil vão ocorrer na quarta (14/3) e quinta-feira (15/3), sempre no Campus Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Evento tem início amanhã, em Salvador, com previsão de reunir mais de 60 mil pessoas em Salvador

Super-ricos estão ficando com quase toda riqueza, às custas de bilhões de pessoas

De toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% foi parar nas mãos do 1% mais rico do planeta. Enquanto isso, a metade mais pobre da população global – 3,7 bilhões de pessoas – não ficou com nada. O dado faz parte do relatório “Recompensem o trabalho, não a riqueza”, lançado pela Oxfam às vésperas do encontro do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que as elites empresariais e políticas do mundo.

Nosso novo relatório faz alerta para Davos 2018: recompensem o trabalho, não a riqueza!

Desigualdade no Brasil, onde você está?

O Brasil é tão desigual que a maioria da população não consegue perceber a real dimensão dessa desigualdade, desconhecendo o seu lugar de fato na pirâmide social.

A pesquisa de percepção pública que lançamos esta semana, em parceria com o instituto Datafolha, revela que 88% dos brasileiros acreditam pertencer à metade mais pobre da sociedade, e metade pensa que para estar entre os 10% mais ricos é necessário ter um ganho mensal superior a R$ 20 mil. A realidade, no entanto, é bem outra —e perversa.

Artigo originalmente publicado na Folha de S. Paulo

Pesquisa Oxfam Brasil/Datafolha revela a percepção sobre desigualdades no Brasil

A maior parte dos brasileiros se declara favorável ao aumento de impostos no país desde que seja aplicado apenas aos “muito ricos” para financiar melhorias nas áreas de educação, saúde e moradia, segundo dados da pesquisa Oxfam Brasil/Datafolha, lançada nesta quarta-feira (6/12). Para 71% dos entrevistados, é preciso desonerar a classe média e os mais pobres em prol de uma maior tributação da renda dos “muito ricos”.

Para 71% dos brasileiros, os muitos ricos devem pagar mais impostos para financiar educação, saúde e moradia

Novo relatório propõe debate público sobre as desigualdades no país

O debate público sobre a redução das desigualdades no Brasil é urgente e necessário. Vivemos hoje uma situação insustentável e injusta. Por exemplo: uma pessoa que ganha um salário mínimo por mês hoje teria que trabalhar 19 anos para receber o mesmo que um brasileiro que faz parte hoje do 0,1% mais rico do país. Mais de 16 milhões de brasileiros ainda vivem abaixo da linha da pobreza, apesar de todos os esforços feitos nos últimos anos para enfrentar o problema. Saímos recentemente do Mapa da Fome e retiramos milhões da miséria, mas os ricos continuaram concentrando riqueza.

Lançamento foi realizado na última semana de setembro em São Paulo