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A fome no Brasil é uma triste realidade

Um problema do passado voltou: o Brasil pode voltar ao Mapa da Fome depois de 5 anos. É o que sugere a série de reportagens sobre o tema, fruto de uma parceria da Oxfam Brasil e da Agência Pública que em 2018 ofereceu microbolsas para a produção das 7 reportagens. Foram mais de 80 propostas recebidas, vindas de 15 estados diferentes. A ação surgiu da percepção sobre o aumento do número de pessoas em situação de extrema pobreza entre 2015 e 2017.

Série de reportagens feitas pela parceria da Oxfam Brasil com Agência Pública relevam o tamanho do problema
Foto: Agência Pública

Ciclone Idai: emergência em Moçambique, Zimbábue e Malauí

O ciclone Idai e as enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas em Chimanimani, cerca de 600 quilômetros de Harare, no Zimbábue. Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP/REX

SITUAÇÃO ATUAL

A Oxfam está atuando na região do sudeste africano atingido pelo ciclone Idai, que matou quase mil pessoas, centenas de desaparecidos e cerca de dois milhões de pessoas desabrigadas e sem alimentos e serviços básicos de saneamento, transporte e saúde. O ciclone e as enchentes que vieram depois arrasaram diversas cidades de Moçambique, Malauí e Zimbábue, destruindo a infraestrutura de saneamento, comunicações e estradas da região, bem como plantações, hospitais e escolas. Por favor, doe o que puder ainda hoje!

O ciclone com ventos de mais de 170 km/h e fortes chuvas deixou praticamente toda a cidade de Beira, em Moçambique, debaixo d´água, sem comunicação com o mundo externo. Os presidentes do Zimbábue, Malauí e Moçambique já declararam estado nacional de desastre. Para a ONU, este foi o maior desastre climático já registrado no hemisfério Sul.

A escala das enchentes na região é sem precedente na história. As águas dos rios, que subiram de maneira rápida, destruíram casas, hospitais, escolas e fazendas, além de estradas e pontes. Algumas comunidades só têm acesso por helicóptero ou barco.

Pessoas que fugiram das enchentes estão reunidas em abrigos provisórios sem água ou serviços de saneamento. Muitos não têm o que comer há dias. Há ainda quem esteja esperando resgate em regiões de alto risco, no alto de árvores ou montes. Saiba mais aqui.

NOSSA RESPOSTA

Apesar desses imensos desafios, as equipes da Oxfam estão trabalhando para ajudar as pessoas atingidas pelo ciclone e as enchentes em Moçambique, Malauí e Zimbábue. Planejamos alcançar 775 mil pessoas nos três países, entregando água potável, serviços de saneamento básico, alimentos e abrigos emergenciais, sempre em parceria com organizações locais.

Em Moçambique, onde mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas, já atendendemos mais de 50 mil pessoas com água potável, suprimentos de emergência e atividades públicas de saúde para impedir uma epidemia de cólera na região.

No Malauí, onde 13 distritos foram impactados pelo ciclone e enchentes, temos como objetivo ajudar 200 mil pessoas.

No Zimbábue, onde o distrito de Chimanimani permanece inacessível, também esperamos ajudar 200 mil pessoas.

"O impacto nas áreas afetadas foi devastador. Já estamos focando no trabalho que vai ajudar as pessoas a recuperarem seus meios de subsistência, prevenir surtos de doenças e proteger os desabrigados", afirma Nellie Nyangwa, diretora da Oxfam para a região sudeste da África.

Precisamos de sua ajuda para alcançar as pessoas que estão desesperadas na região. Faça uma doação agora!

Crise no Iêmen: famílias casam seus filhos pequenos para ter o que comer

Guerra, alta no preço dos alimentos e queda do poder de compra dos salários no Iêmen são elementos que estão levando pessoas a tomar medidas desesperadas para fugir da fome no país. Famílias da província de Amram, no norte do país, já foram forçadas a oferecer suas filhas em casamento – em um dos casos, uma menina de três anos – em troca de comida e abrigo, conforme relatos obtidos pela Oxfam no país.

Quase 10 milhões de pessoas estão na miséria e à beira da fome no país por causa da guerra
Fotos: VFX Aden/Oxfam

Fome e frio ameaçam meio milhão de pessoas no Iêmen

Mais de meio milhão de pessoas que se refugiram da guerra civil no Iêmen na cidade portuária de Hodeidah, estão sob dupla ameaça: fome e temperaturas congelantes. O inverno no Iêmen é extremamente rigoroso e em geral vem acompanhado de fortes chuvas, que causam inundações e deixam muitas pessoas desabrigadas. Boa parte das 530 mil pessoas abrigadas em Hodeidah estão vivendo em barracas improvisadas, sem proteção contra o frio.

População já sofre há anos com uma guerra civil que já matou milhares
Foto: Ahmed Al-Fadeel / Oxfam

Vírus Ebola no Congo

Equipes de socorro prestam atendimento às comunidades atingidas pelo vírus Ebola na República Democrática do Congo. Rapidez na higienização dos locais é um fator de sobrevivência. Foto: John Wessels/Oxfam

Situação Atual

A República Democrática do Congo é um dos maiores países da África, com uma população de 65 milhões de pessoas, e um dos mais pobres da África. Está entre os 10 países com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo.

Além das péssimas questões sanitárias, o país sofre com constantes conflitos civis e militares, com perseguições a grupo étnicos minoritários. Não bastasse esse cenário, o vírus do Ebola ressurgiu e o páis vive um surto da doença.

Cerca de quatro milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa do conflito armado no país. É a maior crise de deslocamento na África atualmente. Treze milhões de pessoas precisam urgentemente de ajuda humanitária, incluindo mais de sete milhões que sofrem de fome aguda. Cerca de 400 mil crianças sofrem de má nutrição na região de Kasai. Milhões não têm acesso a água potável e estão matando a sede em fontes não seguras.

A volta do Ebola

O OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou emergência de saúde pública no país. O vírus ressurgiu em locais de difícil acesso, principalmente devido à presença de grupos rebeldes armados, mas também há casos em regiões de grande concentração populacional, como é a cidade de Goma,com mais de 2 milhões de habitantes, localizada na fronteira com Ruanda. Já são mais de 1.600 mortos desde o início do surto, em agosto de 2018.

Veja mais sobre nossa ação para enfrentar o surto de ebola na República Democrática do Congo.

 

Nossa Resposta

Estamos na República Democrática do Congo ajudando mais de 400 mil pessoas vítimas dos conflitos no país, providenciando água potável e alimentos, instalando pontos de purificação de água e de higiene pessoal, bem como chuveiros e banheiros. Especificamente com o surto de ebola já foram mais de 138.000 pessoas alcançadas. Também trabalhamos com líderes das comunidades locais e voluntários para melhorar as práticas de higiene e prevenir que a doença se espalhe.

Em parceria com o Programa Alimentar Mundial, estamos distribuindo alimentos para 100 mil pessoas.

Também estamos implementando estratégias de curto prazo para permitir que as famílias mais vulneráveis consigam meios básicos de sobrevivência, distribuindo sementes para plantações, e dinheiro e vales para permitir que as pessoas comprem comida e artigos básicos. Promovemos também as cooperativas agrícolas, dando apoio aos agricultores congoleses para que possam aumentar a produtividade de suas colheitas e melhorar a comercialização de seus produtos.

Com a sua ajuda, podemos salvar muitas vidas na República Democrática do Congo.