crise humanitária

Ciclone Idai: emergência em Moçambique, Zimbábue e Malauí

O ciclone Idai e as enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas em Chimanimani, cerca de 600 quilômetros de Harare, no Zimbábue. Foto: Tsvangirayi Mukwazhi/AP/REX

SITUAÇÃO ATUAL

A Oxfam está atuando na região do sudeste africano atingido pelo ciclone Idai, que matou quase mil pessoas, centenas de desaparecidos e cerca de dois milhões de pessoas desabrigadas e sem alimentos e serviços básicos de saneamento, transporte e saúde. O ciclone e as enchentes que vieram depois arrasaram diversas cidades de Moçambique, Malauí e Zimbábue, destruindo a infraestrutura de saneamento, comunicações e estradas da região, bem como plantações, hospitais e escolas. Por favor, doe o que puder ainda hoje!

O ciclone com ventos de mais de 170 km/h e fortes chuvas deixou praticamente toda a cidade de Beira, em Moçambique, debaixo d´água, sem comunicação com o mundo externo. Os presidentes do Zimbábue, Malauí e Moçambique já declararam estado nacional de desastre. Para a ONU, este foi o maior desastre climático já registrado no hemisfério Sul.

A escala das enchentes na região é sem precedente na história. As águas dos rios, que subiram de maneira rápida, destruíram casas, hospitais, escolas e fazendas, além de estradas e pontes. Algumas comunidades só têm acesso por helicóptero ou barco.

Pessoas que fugiram das enchentes estão reunidas em abrigos provisórios sem água ou serviços de saneamento. Muitos não têm o que comer há dias. Há ainda quem esteja esperando resgate em regiões de alto risco, no alto de árvores ou montes. Saiba mais aqui.

NOSSA RESPOSTA

Apesar desses imensos desafios, as equipes da Oxfam estão trabalhando para ajudar as pessoas atingidas pelo ciclone e as enchentes em Moçambique, Malauí e Zimbábue. Planejamos alcançar 775 mil pessoas nos três países, entregando água potável, serviços de saneamento básico, alimentos e abrigos emergenciais, sempre em parceria com organizações locais.

Em Moçambique, onde mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas, vamos trabalhar para alcançar 375 mil pessoas em parceria com as organizações Care e Save the Children, por meio de um programa que restaura serviços sociais básicos como acesso à saúde, educação e água.

No Malauí, onde 13 distritos foram impactados pelo ciclone e enchentes, temos como objetivo ajudar 200 mil pessoas.

No Zimbábue, onde o distrito de Chimanimani permanece inacessível, também esperamos ajudar 200 mil pessoas.

"O impacto nas áreas afetadas foi devastador. Já estamos focando no trabalho que vai ajudar as pessoas a recuperarem seus meios de subsistência, prevenir surtos de doenças e proteger os desabrigados", afirma Nellie Nyangwa, diretora da Oxfam para a região sudeste da África.

Precisamos de sua ajuda para alcançar as pessoas que estão desesperadas na região. Faça uma doação agora!

Crise no Iêmen: famílias casam seus filhos pequenos para ter o que comer

Guerra, alta no preço dos alimentos e queda do poder de compra dos salários no Iêmen são elementos que estão levando pessoas a tomar medidas desesperadas para fugir da fome no país. Famílias da província de Amram, no norte do país, já foram forçadas a oferecer suas filhas em casamento – em um dos casos, uma menina de três anos – em troca de comida e abrigo, conforme relatos obtidos pela Oxfam no país.

Quase 10 milhões de pessoas estão na miséria e à beira da fome no país por causa da guerra
Fotos: VFX Aden/Oxfam

Oxfam inaugura o maior sistema de esgoto em um campo de refugiados

A Oxfam inaugurou em janeiro deste ano a maior usina de tratamento de resíduos sólidos já construída em um campo de refugiados. A planta de Cox’s Bazaar, em Bangladesh, foi financiada pela Agência da ONU para Refugiados, a UNHCR, e pode processar os resíduos produzidos por mais de 150 mil pessoas.

A possibilidade de tratar grandes volumes de resíduos no próprio campo, em vez de transportar para outras usinas distantes, é um grande avanço para o saneamento e gerenciamento de afluentes em emergências.

A planta contou com financiamento da Agência da ONU para Refugiados (UNHCR) e pode processar resíduos sólidos de mais de 150 mil pessoas

Fome e frio ameaçam meio milhão de pessoas no Iêmen

Mais de meio milhão de pessoas que se refugiram da guerra civil no Iêmen na cidade portuária de Hodeidah, estão sob dupla ameaça: fome e temperaturas congelantes. O inverno no Iêmen é extremamente rigoroso e em geral vem acompanhado de fortes chuvas, que causam inundações e deixam muitas pessoas desabrigadas. Boa parte das 530 mil pessoas abrigadas em Hodeidah estão vivendo em barracas improvisadas, sem proteção contra o frio.

População já sofre há anos com uma guerra civil que já matou milhares
Foto: Ahmed Al-Fadeel / Oxfam

Vírus Ebola no Congo

Equipes de socorro prestam atendimento às comunidades atingidas pelo vírus Ebola na República Democrática do Congo. Rapidez na higienização dos locais é um fator de sobrevivência. Foto: John Wessels/Oxfam

Situação Atual

A República Democrática do Congo é um dos maiores países da África, com uma população de 65 milhões de pessoas, e um dos mais pobres da África. Está entre os 10 países com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo.

Além das péssimas questões sanitárias, o país sofre com constantes conflitos civis e militares, com perseguições a grupo étnicos minoritários. Não bastasse esse cenário, o vírus do Ebola ressurgiu com mais de 500 casos confirmados e pode levar o país a uma epidemia.

Cerca de quatro milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa do conflito armado no país. É a maior crise de deslocamento na África atualmente. Treze milhões de pessoas precisam urgentemente de ajuda humanitária, incluindo mais de sete milhões que sofrem de fome aguda. Cerca de 400 mil crianças sofrem de má nutrição na região de Kasai. Milhões não têm acesso a água potável e estão matando a sede em fontes não seguras.

A volta do Ebola

Uma nova epidemia de Ebola foi anunciada no território de Beni, província de Kivu. O vírus ressurgiu em locais de difícil acesso, principalmente devido à presença de grupos rebeldes armados. Até o momento, 500 casos foram confirmados e 186 pessoas já morreram desde o surto da doença iniciado no dia 1 de agosto de 2018.

Nossa Resposta

Estamos na República Democrática do Congo ajudando mais de 400 mil pessoas, providenciando água potável e alimentos, instalando pontos de purificação de água e de higiene pessoal, bem como chuveiros e banheiros. Também trabalhamos com líderes das comunidades locais e voluntários para melhorar as práticas de higiene e prevenir que a doença se espalhe.

Em parceria com o Programa Alimentar Mundial, estamos distribuindo alimentos para 100 mil pessoas.

Também estamos implementando estratégias de curto prazo para permitir que as famílias mais vulneráveis consigam meios básicos de sobrevivência, distribuindo sementes para plantações, e dinheiro e vales para permitir que as pessoas comprem comida e artigos básicos. Promovemos também as cooperativas agrícolas, dando apoio aos agricultores congoleses para que possam aumentar a produtividade de suas colheitas e melhorar a comercialização de seus produtos.

Com a sua ajuda, podemos salvar muitas vidas na República Democrática do Congo.

Milhares de congoleses estão sendo expulsos de Angola

Uma crise humanitária de proporções gigantescas está se formando na região de Kasaï, na República Democrática do Congo, onde quase 260 mil pessoas estão sob ameaça. Elas foram forçadas a deixar Angola em uma violenta perseguição a refugiados e migrantes. A área, uma das mais pobres da República Democrática do Congo, já sofre com problemas de desnutrição, cólera e ameaça de um conflito armado.

Oxfam alerta para a formação de uma crise humanitária de grande proporção na região de Kasai
Milhares de pessoas tiveram que fugir às pressas de Angola, carregando seus poucos pertences por estradas, sem comida ou abrigo. Foto: Scherazade Bouabid/Oxfam

Oxfam oferece ajuda humanitária às milhares de pessoas da Caravana Migrante

Milhares de pessoas estão fugindo desesperadas da violência, pobreza e fome em Honduras e se concentrando na fronteira da Guatemala com o México, depois de andarem centenas de quilômetros entre os países. A Caravana Migrante, como vem sendo chamada, é uma séria emergência humanitária e a Oxfam já está no local para oferecer ajuda, juntamente com organizações parceiras locais.

Famílias inteiras andaram centenas de quilômetros de Honduras até o México fugindo da violência e fome

Terremoto e tsunami na Indonésia

Situação Atual

Uma das nações mais propensas a desastres do mundo, a Indonésia enfrentou recentemente mais dois tsunamis que deixaram milhares de mortos e desaparecidos.

O primeiro foi setembro de 2018 na ilha de Sulawesi. Pelo menos 2.000 pessoas morreram e centenas de casas e edifícios foram destruídos. O desastre também danificou e destruiu grande parte das residências na região de Palu, e muitos estão com receio de voltar às suas casas. Estima-se que há mais de 300 mil desabrigados.

O mais recente aconteceu em dezembro 2018 no estreito de Sunda. Os últimos relatórios apontam 373 mortos, 128 desaparecidos, mais de 1.500 feridos e mais de 11 mil pessoas desabrigadas. Esses números podem ser ainda maiores, já que as cidades costeiras de Sumatra e Java foram transformadas em ruínas pelas ondas gigantes que atingiram a região depois que o vulcão Anak Krakatau entrou em erupção.

Nossa Resposta

Em um trabalho conjunto com parceiros a Oxfam já chegou a mais de 100.000 pessoas afetadas pelos terremotos de Sulawesi com o fornecimento de água potável, construção de redes de distribuição, construção de banheiros e distribuição de kits de higiene pessoal. Além disso, os parceiros locais apoiados pela Oxfam chegaram ao atingidos no estreito de Sunda em menos de 24 horas.

A Oxfam trabalha na Indonésia em parceria com diversas organizações sociais desde 1957. Atualmente, estamos presentes em seis províncias do país, onde ajudamos o governo da Indonésia, a sociedade civil e as comunidades locais. Nosso foco no país é o trabalho de empoderamento das mulheres para que possam fazer valer seus direitos, e contribuímos também para fortalecer a resiliência das comunidades em caso de desastres.

Faça uma doação para o nosso Fundo de Emergências e nos ajude a salvar vidas pelo mundo.

Tufão Mangkhut deixa mortos e milhares de desabrigados nas Filipinas

O tufão Mangkhut atingiu o norte das Filipinas no último sábado (15/9), com ventos de até 250 quilômetros por hora, causando mais de 60 mortes até o momento e deixando um rastro de destruição. Milhares de famílias precisam urgentemente de água potável e abrigo. Equipes da Oxfam e organizações parceiras já estão em ação, atendendo às necessidades imediatas. Há, entrentanto, muita dificuldade de acesso a regiões mais remotas. Você pode nos ajudar!

Equipes da Oxfam estão no local para providenciar água potável e abrigo às famílias atingidas

Oxfam condena morte de dezenas de palestinos em Gaza por forças de Israel

A morte de pelo menos 58 palestinos ontem (segunda-feira, 14/5) em Gaza por forças militares de Israel é condenável e a comunidade internacional tem que agir urgentemente e com firmeza para acabar com a violência na região.

Comunidade internacional tem que investigar ação e agir com firmeza para acabar com a violência

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