ajuda humanitária

Cinco coisas que alguém que trabalha com ajuda humanitária gostaria de te contar

Iffat Tahmid Fatema começou a trabalhar na Oxfam em 2017 quando tentava o mestrado biotecnologia na Universidade Asiática para Mulheres em Chittagong, Bangladesh. Na mesma época acontecia o auge da crise humanitária dos refugiados rohingya, que vivem no maior campo de refugiados do mundo, o Cox's Bazar, em Bangladesh. A situação tocou Iffat, que começou a atuar no local como funcionária de saúde pública na resposta humanitária da Oxfam com prevenção de doenças.

Iffat Tahmid Fatema, promotora de saúde pública da Oxfam, compartilha como é ajudar pessoas.
Iffat Tahimd Fatema, promotora de saúde pública para a Oxfam, trabalhando nos campos de refugiados de Rohingya em Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: Abbie Trayler-Smith / Oxfam

Ebola ganha mortais ‘aliados’ na República Democrática do Congo

O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) completou um ano este mês e, apesar de alguns avanços na luta contra a doença, há preocupantes sinais de que ela possa sair de controle. A ameaça vem não só do vírus, que já matou quase 2 mil pessoas no país africano: conflitos armados, deslocamento de milhares de pessoas e as precárias condições de atendimento médico contribuem para criar uma mistura fatal no país.

Conflitos armados, deslocamento de milhares de pessoas e a precária infraestrutura de saúde podem fazer a doença sair de controle.
A Oxfam está na República Democrática do Congo trabalhando com as populações locais na prevenção do ebola. Foto: John Wessels/Oxfam

OMS declara emergência na República Democrática do Congo

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou nessa semana que o surto de ebola na República Democrática do Congo se tornou uma emergência internacional de saúde pública. O surto no país foi declarado em agosto de 2018, mas um caso recente na cidade de Goma, um importante eixo de transportes no leste do país africano, foi considerado grave pela OMS por causa da grande população da cidade, de mais de 2 milhões de habitantes, localizada na fronteira com Ruanda.

Surto de ebola no país já é o segundo maior da história com 1.600 mortos
Yvette*, 40 anos, cuida sozinha dos seus 7 filhos e mais 3 crianças de sua vizinha que morreu no surto de ebola com apenas 35 anos. (*o nome foi mudado por questões de segurança)

O desenvolvimento que vem do leite

Burkina Faso é um país oeste africano. No idioma local, o nome significa “terra de gente honesta”. E nessa terra vive Fatou, uma produtora de leite que levanta todos os dias às 6 da manhã para ordenhar suas vacas e as das 12 famílias que também vivem em sua comunidade.

No oeste africano, mulheres recebem treinamento para produzir mais e garantir uma renda melhor
Fotos: Pablo Tosco/Oxfam Intermón

Moçambique, Zimbábue e Malawi ainda vivem os efeitos devastadores dos ciclones

O ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malawi em março, com ventos de 170 km/h e fortes chuvas. Descrito pela ONU como "um dos piores desastres relacionados ao clima na África", causou grandes danos e devastou a vida de mais de 2,6 milhões de pessoas.

Quase 2 milhões de pessoas precisam de ajuda. Acesso às regiões mais atingidas é o principal desafio

Novo ciclone amplia destruição e desespero em Moçambique

Os desastrosos efeitos das mudanças climáticas continuam a castigar a África. Menos de 6 semanas após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Malauí, Zimbábue e Moçambique, um novo ciclone, Kenneth, chegou à região Norte de Moçambique na última quinta-feira (25/4).

Ciclone Kenneth atinge a região norte do país africano causando mais mortes e destruição. Milhares estão desabrigados.
Fotos: Tommy Trenchard / Oxfam

Ciclone Idai: um mês depois da tragédia, milhares de pessoas ainda lutam para sobreviver em Moçambique

Um mês depois da destruição provocada pelo ciclone Idai no Sudeste da África, a Oxfam e organizações parceiras locais ainda estão encontrando milhares de pessoas isoladas em Moçambique, sem acesso a ajuda ou resgate.

Destruição e sofrimento fazem a região parecer uma zona de guerra. Recursos das agências de ajuda humanitária estão acabando
A cidade de Buzi, em Moçambique, foi uma das mais atingidas pelo ciclone Idai. Foto: Karel Prinsloo/DEC

Um dos maiores desastres climáticos já vistos atinge sudeste da África

Um dos piores desastres relacionados ao clima já registrados no hemisfério sul atingiu o sudeste da África na semana passada deixando um imenso rastro de morte e destruição em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Um ciclone e diversas enchentes mataram mais de 350 pessoas na região e deixaram cerca de 2,5 milhões sem água potável, moradias, saneamento e outros serviços básicos. Há centenas de desaparecidos.

Ciclone e enchentes atingiram Moçambique, Malauí e Zimbábue, matando mais de 350 e afetando a vida de 2,6 milhões de pessoas
Foto: AP Photo/Tsvangirayi Mukwazhi

A Síria precisa de dinheiro para se reconstruir, não de mais um comunicado

Os representantes de governos que se reúnem nesta quinta-feira (14/3) em Bruxelas (Bélgica) para discutir a guerra na Síria precisam apresentar mais do que um 'comunicado' se realmente quiserem ajudar o país. Milhões de pessoas sofrem consequências graves com o conflito armado, que completa oito anos nesta sexta-feira (15/3), e o que elas realmente querem é recursos para reconstruírem suas vidas.

Conflito de 8 anos ja matou milhares de pessoas e deixou quase 12 milhões dependentes de ajuda humanitária
Foto: Nadine Mazloum/Oxfam

Crise no Iêmen: famílias casam seus filhos pequenos para ter o que comer

Guerra, alta no preço dos alimentos e queda do poder de compra dos salários no Iêmen são elementos que estão levando pessoas a tomar medidas desesperadas para fugir da fome no país. Famílias da província de Amram, no norte do país, já foram forçadas a oferecer suas filhas em casamento – em um dos casos, uma menina de três anos – em troca de comida e abrigo, conforme relatos obtidos pela Oxfam no país.

Quase 10 milhões de pessoas estão na miséria e à beira da fome no país por causa da guerra
Fotos: VFX Aden/Oxfam

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