A Distância que nos Une

A Distância que nos Une

Seis brasileiros têm uma riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões mais pobres do país. Os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda dos demais 95%. Uma mulher trabalhadora que ganha um salário mínimo mensal levará 19 anos para receber o equivalente que um super-rico recebe em um único mês. Esse é o cenário atual do Brasil. Definitivamente, precisamos falar sobre as desigualdades.

Nosso relatório tem como objetivo alimentar um necessário e urgente debate público sobre a redução das distâncias dentro da sociedade brasileira, em direção a um país mais justo e solidário.

As desigualdades entre pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens não são um problema de poucos, mas um problema de todos os brasileiros.

Uma trabalhadora que ganha um salário mínimo por mês levará 19 anos para receber o mesmo que um super-rico recebe em um único mês.

Mantida a tendência dos últimos 20 anos, os negros só terão equiparação salarial com os brancos no Brasil em 2089 – 200 anos depois da abolição da escravidão.

Levaremos 35 anos para alcançarmos o atual nível de desigualdade de renda do Uruguai e 75 anos para chegarmos ao patamar atual do Reino Unido, mantido o ritmo médio de redução anual das desigualdades de renda observado desde 1988.

Seis brasileiros possuem a mesma riqueza que a soma do que possui a metade mais pobre da população, mais de 100 milhões de pessoas.

Os 10% mais pobres do Brasil gastam 32% de sua renda com tributos; os 10% mais ricos, 21%.

O 1% mais rico da população brasileira recebe, em média, mais de 25% de toda a renda nacional; os 5% mais ricos abocanham o mesmo que os demais 95%.

Institucional

Desigualdade social será desafio para o próximo governo

O Brasil é o décimo país mais desigual do mundo, com um sistema tributário que penaliza os mais pobres e problemas sociais estruturantes. Nesse cenário, a necessidade de se pensar em políticas públicas efetivas para a redistribuição de renda será um desafio para qualquer que seja o próximo governo. Em entrevista concedida nesta segunda (13/8) para a rádio CBN, Rafael Georges, coordenador de campanhas da Oxfam, falou sobre essa questão.

Rafael Georges, coordenador de campanhas da Oxfam Brasil, fala à rádio CBN sobre a necessidade de se focar em redistribuição de renda

Brasil dá vexame em pesquisa sobre mobilidade social no mundo

Está cada vez mais difícil algúem nascer na pobreza e conseguir melhorar de vida, atingindo um padrão médio - chegar ao topo então, onde confraternizam-se os ricos, nem pensar. Foi o que constatou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 35 nações desenvolvidas e algumas outras convidadas, ao estudar a mobilidade social no mundo desde a década de 1990.

Desigualdade brasileira não tem paralelo em outros países, conforme revelam relatórios da Oxfam

Relatório da Oxfam Brasil inspira tema da próxima Bienal do Mercosul

Sempre que lançamentos um estudo ou pesquisa, ficamos na expectativa de saber como ele contribuirá para o debate público sobre as desigualdades no Brasil. Desde o lançamento de nosso primeiro relatório, A Distância Que nos Une, temos participado de inúmeras conferências, debates e seminários sobre o tema usando os dados compilados no documento, dando assim o justo e necessário destaque a uma das principais mazelas do país.

Dados sobre a desigualdade de gênero no país determinaram a escolha da mulher como tema central

Fórum Internacional Tributário reúne especialistas nacionais e internacionais

Especialistas nacionais e internacionais estão reunidos esta semana em São Paulo para discutir modelos tributários europeus, asiáticos, americanos e do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no Fórum Internacional Tributário SP18, realizado pela Anfip, Fenafisco e Sinafresp. O evento faz parte do projeto Reforma Tributária Solidária,que propõe um estudo aprofundado em busca de alternativas ao atual modelo brasileiro.

Participamos do painel que discute tributação internacional, evasão e paraísos fiscais. Confira programação!

Mapa da Desigualdade 2017 revela os muitos contrastes de São Paulo

Em mais de metade dos 96 distritos de São Paulo não há sequer um equipamento ou espaço público de cultura para a população. Em 37 distritos não não há acervo de livros infanto-juvenis para as crianças. Em 33, não há leitos hospitalares. E, mais uma vez, 34 distritos apresentam os piores índices.

Relatório foi lançado pela Rede Nossa São Paulo

Novo relatório propõe debate público sobre as desigualdades no país

O debate público sobre a redução das desigualdades no Brasil é urgente e necessário. Vivemos hoje uma situação insustentável e injusta. Por exemplo: uma pessoa que ganha um salário mínimo por mês hoje teria que trabalhar 19 anos para receber o mesmo que um brasileiro que faz parte hoje do 0,1% mais rico do país. Mais de 16 milhões de brasileiros ainda vivem abaixo da linha da pobreza, apesar de todos os esforços feitos nos últimos anos para enfrentar o problema. Saímos recentemente do Mapa da Fome e retiramos milhões da miséria, mas os ricos continuaram concentrando riqueza.

Lançamento foi realizado na última semana de setembro em São Paulo